Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 15 de outubro de 2026  · Instagram  · Facebook
Segurança Pública

Polícia Civil de SC deflagra operação contra golpes virtuais aplicados de dentro de presídio no RS

Operação Trabalho Interno cumpriu 7 mandados de prisão temporária e 13 de busca em Dom Pedrito (RS). Golpe começou com venda de carro em Cunha Porã.

Policiais civis reunidos para o briefing da Operação Trabalho Interno

Um golpe aplicado por telefone e redes sociais contra um morador de Cunha Porã, no Oeste catarinense, levou a Polícia Civil até uma cadeia no Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira (15), a Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a Operação Trabalho Interno, em Dom Pedrito (RS), contra um grupo suspeito de aplicar golpes virtuais de dentro do Presídio Estadual do município.

Siga o Chapecó Notícias no Google e veja nossas notícias primeiro nas suas buscasAdicionar

Foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão, em residências da cidade e no próprio presídio. As ordens foram expedidas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de São Miguel do Oeste, que também determinou o bloqueio de valores dos investigados. O grupo é investigado por estelionato mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Policiais civis da Draco e da DIC diante de viatura durante a Operação Trabalho Interno, em Dom Pedrito (RS)

Preso em flagrante por tráfico

Durante as buscas, uma investigada foi presa em flagrante por tráfico de drogas. Nas celas do Presídio Estadual de Dom Pedrito, os policiais apreenderam drogas, aparelhos celulares e outros objetos.

Como o golpe funcionava

A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Cunha Porã, começou em junho de 2026. A vítima, um morador do município, tentava comprar um veículo anunciado em uma rede social. Depois do primeiro contato, os golpistas passaram a se passar por um cartório e a cobrar falsas taxas de transferência. Ele fez os pagamentos via PIX e teve prejuízo financeiro.

A análise dos dados mostrou que o golpe era operado de dentro do presídio, com celulares que entraram ilegalmente na unidade. Do lado de fora, familiares e pessoas próximas davam apoio operacional e financeiro, e contas bancárias de terceiros eram usadas para receber o dinheiro e repassá-lo rapidamente. Daí o nome da operação: Trabalho Interno.

A ação contou com o apoio da Delegacia Regional de Polícia de Maravilha (SC), da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio das delegacias de Dom Pedrito e de Bagé, e com apoio logístico da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJ).

Como evitar o golpe

A Polícia Civil orienta a população a desconfiar de anúncios de veículos com preço abaixo do mercado e de cobranças de “taxas de cartório” feitas por WhatsApp. A recomendação é não fazer nenhum pagamento antes de conferir pessoalmente o bem e a documentação.

Policiais civis reunidos para o briefing da Operação Trabalho Interno